Bem vinda a São Paulo

Foram três dias de puro sossego em Santos. Daqueles sem computador, com o celular esquecido em algum canto, com comidinha do pai e da mãe e as peripécias da minha irmãzinha. Resumindo: relax total!

Enquanto a família trabalhava, eu peguei a bike (Serafina!) e dei vários rolês por Santos e também no Guarujá. Curti muito ficar pedalando na ciclovia da orla, com vento no rosto e vista para o mar. Foram dias bons para se esquecer do caos. Na quarta a tarde eu voltei, para curtir o restinho da semana de folga ao lado do João e terminar um freela que está mexendo com os meus miolos. Da rodoviária fui direto para o Bar do Pedrão, o bar mais amigo do ciclista que eu conheço! Amigos reunidos, cerveja gelada, banheiro feminino limpinho e uns lanches novos no cardápio muito bons – ganhamos até o direito de batizar um dos lanches vegetarianos que inventamos na hora. Antes de ir embora, uma amiga que já estava cansada ainda me emprestou a bike dela para eu voltar pedalando. Como eu amo essa solidariedade ciclística!

Tudo bom, tudo perfeito. A volta não poderia ser melhor. Pedalando para casa, em ruas tranquilas e numa noite fresca e gostosa, eis que uma mulher bem pirada invade o semáforo no vermelho, vira em nossa direção e fica buzinando e xingando, pedindo para sairmos da frente. Não saímos. Ela acelerou, passou dando fina. O carro que estava na frente freou e depois seguiu a doida… os meninos forçaram o pedal e correram em direção à motorista. Eu, segui sozinha e com medo de me acidentar com uma bike desconhecida.

No meio do caminho estava o João, que parou para me esperar. Seguimos adiante para procurar o nosso amigo. Encontramos apenas os dois motoristas da cena anterior que começaram a brigar com a gente. Eles estavam juntos (detalhe, um em cada carro!). A mulher não falava nada com nada. Devia estar bebaça. O cara, que estava fora do carro dele, gritava e mandava eu sair da frente e eu gritava em troca. Falei um monte, xinguei a mulher… ele, de repente, parou, pensou e ficou com cara de vergonha alheia da mulher. Entrou no carro e foi embora. A mulher o seguiu. Um motorista do outro lado do cruzamento parou para perguntar se estava tudo bem… disse que sim, que isso não passava do constante problema bobo de motoristas com os ciclistas!

De trás do poste saiu o nosso amigo, escondido. O motorista valentão tinha descido do carro para correr atrás dele antes de aparecermos – cena bizarra! Ele se escondeu. Terminamos o nosso trajeto em silêncio, meio que sem entender nada daquelas cenas ridículas. Quando cheguei em casa falei: Bem vinda a São Paulo!

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2 Responses to Bem vinda a São Paulo

  1. Elo Casadei disse:

    Evelyn, tô rachando de rir! Tô imaginando o amigo saindo de trás do poste hahahaha! Cadê sua ulock nessa hora????

    Cômico se não fosse trágico, né! Com a onda que está de playboy bebaço fazendo boliche humano, eu teria ficado mega apavorada. Vocês já tão macaco velho nessa brincadeira, eu ainda fico morrendo de medo.

    Bem vinda, de preferência sempre no Pedrão rs.

    bjo

  2. Priscila disse:

    Nossa, aconteceu algo bem parecido comigo e com meu namorado quarta-feira. Num farol a gente sinalizou que iria em frente e quando o farol abriu uma mulher já estava buzinando e gritando feito louca. Xingou meu namorado de imbecil, idiota, etc… Ridícula!
    Bem vinda Evelyn! :)

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