O super herói que não sei que sou

Ultimamente tenho recebido muitos “elogios” por minha forma de reagir às aventuras de minha mulher (veja quem somos). O caso mais atual foi a sua viagem de bicicleta sozinha de Maceió a São Miguel dos Milagres, onde todos os alagoanos estavam colocando medo nela por ser perigoso pedalar na praia! Por mais que possa haver verdades nesta afirmação, nós dois sempre tivemos a esperança (e a energia) de que de bike sempre existem anjos por aí para nos ajudar. E as histórias que temos neste blog comprovam isso. Portanto minha função foi apenas de acalmá-la e incentivá-la a encarar essa pedalada por Alagoas.

A reação de muita gente que veio falar comigo após a sua viagem foi de elogio por eu não ter reagido de nenhuma forma negativa ou restritiva, como se eu fosse uma espécie de super herói por isso.

Nunca imaginei (e nunca vou considerar) que esta minha forma de pensar é algo de que devo me orgulhar. É algo natural e que não vejo fazendo diferente. O que me assusta é ouvir tantas histórias nas ruas de ciclistas homens que impedem suas parceiras de pedalar, enquanto que outros representam sua macheza com xavecos que mais soam como insultos para as mulheres que buscam seu espaço nas ruas e calçadas. Parece um ciclo vicioso que traz um senso comum equivocado do espaço da mulher na sociedade.

Sou mais a liberdade e segurança para todas poderem se deslocar da forma como quiserem sem medo, sou mais o respeito mútuo e coletivo. Não sou nenhum super herói…

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4 Responses to O super herói que não sei que sou

  1. João Lacerda disse:

    Poucos fazem, poucos fazem!

    Valeu guerreiro! ahha

    Mas falando sério, é bem chato quando as pessoas nos chamam de “corajosos” por pedalar em SP. Destesto a pecha de herói!

    E vamos que vamos que a bicicleta não pode parar.

  2. Roberto Luz disse:

    parabéns pelo seu depoimento, demontrando carinho, confiança e maturidade na relação com a sua mulher.
    Os elogios recebidos passam mas o orgulho que vocês dois possuem um pelo outro é que move a simplicidade da vida.

    Roberto Luz

  3. Jéssica disse:

    É JP, já ‘sofri’ com as cantadas e com o ‘por mim vc não pedalava pq não é seguro’ … o mesmo machismo em diferentes formatos.
    Não é à toa que vcs são o casal mais lindo da vizinhança!

  4. […] extremamente feliz ao ler um post no blog FelizCidade Feliz (confira aqui). Nele, o autor faz uma pequena, porém importantíssima, reflexão sobre os comentários […]

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