Aprendendo com os problemas de Londres

Achei um artigo bem interessante falando das dificuldades que Londres está tendo em fazer a bike pegar de vez. Atualmente apenas 2% da população utiliza a bicicleta. Para a estrutura que eles tem – ciclofaixas, bicicletas públicas equivalente ao Velib em Paris, entre outros – isso é um número extremamente baixo! Mas prova justamente que estrutura cicloviária não é o que vai fazer a coisa mudar.

Londres está com a meta chamada “One in Five by 2025”, ou seja, 20% da população utilizando a bicicleta. E estão com um problemão pra conseguir atingir essa meta.
A análise no artigo sobre isso é fascinante. O autor coloca que o maior problema é que a bicicleta está sendo vendida lá como um meio de transporte PARA O TRABALHO, que é algo que as pessoas não gostam de fazer. Enquanto isso, você vê as propagandas de carros falando da liberdade e da versatilidade do uso do carro.

Curioso, pois a gente vive insistindo em “vender” a bicicleta como meio de transporte para o trabalho aqui em São Paulo, como enfatizou o último artigo do Estadão sobre os 70% de ciclistas que usam a bike para o trabalho em SP. Mas na verdade o que, de fato, está fazendo com que SP tenha mais e mais bicicletas todo dia é essa liberdade que a bicicleta traz. Liberdade de tempo, independência do transporte público, etc…
Enfim, copio abaixo o trecho que fala do maior problema em Londres e mais abaixo o link para a matéria:

The main problem is in the way cycling is sold to the general public: as a tool to do something that most people don’t like to do – go to work.

Think about how cars were originally sold to the commuter. There is no mention of what the car was (ultimately) going to be used for. The ads promoted the freedom and possibilities that came to be associated with the automobile. The main approach from the bike industry, by contrast, has been to isolate itself from the casual and pander to the niche, macho and techie sub-cultures of cycling. Trying to sell these same bikes to a different market isn’t going to cut it. There’s a real opportunity here to ‘think differently’ about the way we look at cycling in London.

Veja o artigo completo: Radically Rethinking Cycling in London

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