Aparentemente as pessoas estão progredindo de um ponto de acômodo para outro de incômodo com relação aos problemas da cidade. E com isso cobrarem e exigirem respeito. Um ótimo exercício para vivenciar essa transição é caminhando ou pedalando pela cidade.
PRIMEIRO EPISÓDIO
Em uma dessas caminhadas, nós estavamos saindo da nossa vila fechada em um lindo dia de Sábado e, como o usual, estava cheio de carros estacionados, principalmente de pessoas que trabalharam ou vão nos restaurantes do entorno e usam nossa vila como estacionamento, inclusive em cima das calçadas!! Sempre nos incomodamos com isso, mas por sermos moradores novos não queriamos “causar”.
Até que, neste dia, quando estavamos já na saída da vila, vimos um aviso no parabrisa de um dos carros…

- “AQUI NÃO É ESTACIONAMENTO! Seu carro já fica aqui vários dias! Ele será riscado, batido, etc. NÃO COLOQUE MAIS AQUI!”
Mas não é que os moradores (em sua grande parte idosos) decidiram se rebelar?!?! Uma placa ameaçadora como essa com certeza espantou muitos motoristas que ocupavam inutilmente as ruas e calçadas da vila e achavam isso normal. Por mais que seja mínimo, já deu pra perceber uma diferença… Pelo menos na calçada onde ficava esse carro…
São coisas simples como estas que parecem fazer parte de um começo de mudança de cultura em cidades como São Paulo. É parar de pensar no individual e no privado, e começar a respeitar o coletivo, o bem comum. É transgredir de uma cidade muito bem adjetivada por Chico Whitaker como “Lucrópolis” para uma Cidade Para Pessoas! Pegue estes dois casos como exemplo e seja um agente de mudança no seu dia a dia. Faça parte desta história!


Semana passada, minha mulher e os moradores de uma quadra residencial na Asa Norte, em Brasília ficaram reféns – não podiam sair ou entrar na quadra – devido ao volume de carros ocupando as vagas enquanto os respectivos donos estavambebericando nos bares/lanchonetes/restaurantes.
Os Moradores ligaram pra PM na tentativa de resolver o impasse. A demora foi tanto que minha mulher conseguiu se safar e metros adiante presenciou a seguinte cena: uns nove( isso mesmo, nove!!) policiais militares estavam tranquilamente lanchando na esquina da quadra citada….buzinando e falando alto pra eles, alertando-os para o problema dentro da quadra…..
moral da história: a PM não fiscaliza e nós, brasilienses, não respeitamos as leis e todos nós “pagamos o pato “….
Roberto